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Ligações

por De Sousa, em 08.06.20

Ligações prisioneiras, sem explicação

Sem julgamento, uma queda vertical

Pode ser à família ou à nação

Tudo acaba por ter um ponto final.

 

Fugimos do sofrimento

Erramos, enleamo-nos ao que nos rodeia

Iludida em contos, fábulas, sereias

Infelizmente, amadurecemos com o tempo

 

 Caímos sem levantar voo, morta

Desamparados numa realidade dura, sofrimento

Procuramos sair juntos, ajuda

Mas somente depende da vontade, autoestima.

 

Mundos diferentes interligados.

Forças da natureza, esgotadas

Falta de causas abraçadas…

O fim tem os seus dias contados.   

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Ilusões

por De Sousa, em 01.06.20

Num rio abastado

Procuro cego e sozinho

Sincronizamo-nos lado a lado, não

Vamos parar este joguinho!

 

Não vale a pena esta aflição

Um sufoco, uma dor em vão

Caminhos distantes, desencontrados

Não continuemos atormentados.

 

Correto, procuro infimamente

Plantamos a árvore, não a semente

Perdido céu estrelado

Estou verdadeiramente ao teu lado?

 

 Corpos atraentes, perspetivas diferentes

Adaptações contínuas e indecentes

Frustrado, sentimentos incontroláveis

Parecia, só parecia, que estávamos estáveis.

 

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Amizade

por De Sousa, em 25.05.20

Como um carro adere à estrada

Os peixes vivem na água,

Suspensa tenho a mágoa,

Sem ti a minha vida, era nada.

 

Uma amizade é como a magia

Como Aveiro pertence à ria

Contínua conexão simbiótica,

Contínua conexão psicótica.

 

A naturalidade das sensações

Fluidez dos pensamentos

Nunca expondo as emoções

Todavia, presentes em todos os momentos

 

A tua ida seria incompreensível

Um crime não punível,

Uma dor sem saída

Mas é injusta, assim, a vida.

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Tu

por De Sousa, em 23.05.20

Tu e só tu

Sempre foste tu

Perco me nesse olhar

Esse olhar nu e cru

 

És uma falha no meu sistema

Acabei por dar-te nada e tudo

Perto de ti torno-me surdo e mudo

Tu és o vento e eu a pena

 

És mágica sem truques

Feitiços sem chamas

Viajo para outro mundo

Outro mundo em que me chamas

 

Esta é uma história sem fim

Nada disto tem correspondência

Lamento por não me amares a mim

Com todo o teu amor, na sua essência

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Esforço

por De Sousa, em 21.05.20

Não sei se é a minha personalidade

Não sei se tenho maturidade

Nem sei se alguma vez terei certeza

Não sei se terei essa proeza.

 

Penso que controlo tudo

E não tenho nada controlado

Nesta relação, contudo

O meu medo é sobrevalorizado.

 

Sei que não sou perfeito

Tentando-o ser

Será este o meu defeito?

Não te consigo responder.

 

Escrevo-te por algo estar errado

Eu procuro estar contigo

Todos os esforços passam-te ao lado.

 

Provavelmente é por ser o primeiro

Por isso vou ser franco

Dou tanto a ti

Porquê é que não te apercebes o quanto?

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Saudade

por De Sousa, em 20.05.20

Saudade

 

Lembro-me dos momentos

Como se de hoje tratasse

Uma junção de sentimentos

Vivo a vida como se nada passasse

 

Nem tudo foi perfeito

Mas não tinha de ser

Deitado no teu peito

Não tinha nada a temer

 

Agarro-me às memórias

Relembro o passado

Não me recordo de sítio melhor

No qual eu tenha estado

 

Quanto mais penso, mais me afundo

Não percebo porque tenho errado

Vivo este sentimento profundo

Só te queria ter ao meu lado.

 

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Afrodite

por De Sousa, em 19.05.20

Ficarei eternamente sozinho

Se contigo não ficar,

Na estrada à beira do moinho

As tardes íamos lá passar.

 

Uma admiração permanente

Que eu sinto aquando penso em ti

Falta de racionalidade, naturalmente

Chora, beija-me, ri.

 

Expresso o que não sinto

Sinto o que não acreditas

Calças sem um sinto

Não são calças proscritas.

 

Recorro-me ao mau presságio

Não estou preparado para o teu nível

Neste jogo sem estágio

Há claramente um grande desnível.

 

Descrições prolongadas infinitas

Todas as tuas qualidades descritas,

Mas por mais que tente elogiar-te,

Prometo eternamente amar-te.

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Sentir sem sentir

por De Sousa, em 17.05.20

Não percebo o porquê de sentir,

Escondo, sempre o medo de sofrer

Até deixar o meu amor ir,

Não quero mas vai acontecer

Resta-me somente, sorrir.

Um disfarce nas brincadeiras

Um ´´tudo bem´´, conseguido

Dir-te-ia de mil e uma maneiras

Pena, não me ter ouvido.

 

Medo de tomar e não tomar iniciativa

Medo de seguir o meu instinto

Transparente, eu não minto

Está na hora da tua ida.

Admiro-te por tudo o que és

Uma mulher que qualquer um sonharia

Tu és o barco e eu o convés

O teu amor em mim não caberia.

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