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Tu

por De Sousa, em 23.05.20

Tu e só tu

Sempre foste tu

Perco me nesse olhar

Esse olhar nu e cru

 

És uma falha no meu sistema

Acabei por dar-te nada e tudo

Perto de ti torno-me surdo e mudo

Tu és o vento e eu a pena

 

És mágica sem truques

Feitiços sem chamas

Viajo para outro mundo

Outro mundo em que me chamas

 

Esta é uma história sem fim

Nada disto tem correspondência

Lamento por não me amares a mim

Com todo o teu amor, na sua essência

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Esforço

por De Sousa, em 21.05.20

Não sei se é a minha personalidade

Não sei se tenho maturidade

Nem sei se alguma vez terei certeza

Não sei se terei essa proeza.

 

Penso que controlo tudo

E não tenho nada controlado

Nesta relação, contudo

O meu medo é sobrevalorizado.

 

Sei que não sou perfeito

Tentando-o ser

Será este o meu defeito?

Não te consigo responder.

 

Escrevo-te por algo estar errado

Eu procuro estar contigo

Todos os esforços passam-te ao lado.

 

Provavelmente é por ser o primeiro

Por isso vou ser franco

Dou tanto a ti

Porquê é que não te apercebes o quanto?

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Saudade

por De Sousa, em 20.05.20

Saudade

 

Lembro-me dos momentos

Como se de hoje tratasse

Uma junção de sentimentos

Vivo a vida como se nada passasse

 

Nem tudo foi perfeito

Mas não tinha de ser

Deitado no teu peito

Não tinha nada a temer

 

Agarro-me às memórias

Relembro o passado

Não me recordo de sítio melhor

No qual eu tenha estado

 

Quanto mais penso, mais me afundo

Não percebo porque tenho errado

Vivo este sentimento profundo

Só te queria ter ao meu lado.

 

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Afrodite

por De Sousa, em 19.05.20

Ficarei eternamente sozinho

Se contigo não ficar,

Na estrada à beira do moinho

As tardes íamos lá passar.

 

Uma admiração permanente

Que eu sinto aquando penso em ti

Falta de racionalidade, naturalmente

Chora, beija-me, ri.

 

Expresso o que não sinto

Sinto o que não acreditas

Calças sem um sinto

Não são calças proscritas.

 

Recorro-me ao mau presságio

Não estou preparado para o teu nível

Neste jogo sem estágio

Há claramente um grande desnível.

 

Descrições prolongadas infinitas

Todas as tuas qualidades descritas,

Mas por mais que tente elogiar-te,

Prometo eternamente amar-te.

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À minha volta

por De Sousa, em 18.05.20

À minha volta

 

Erros sistemáticos no sistema

Ações irracionais, repetidas

O ser humano, tem sempre o mesmo problema

Não aprende com as outras vidas

 

Generalização constante ordinária

Hipocrisia, desta grande sociedade

É comum com a idade emanar maturidade

Sendo esta uma ideia puramente imaginária.

 

Um vazio no pensamento

Autocrítica não se verifica

Será que não se deu o rebento?

Ou será, outra história mítica?

 

Acentuam-se as diferenças geracionais

Agravam-se situações internacionais,

Tudo posto debaixo do tapete

Ofendido, só quem enfia o barrete.

 

 

 

 

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Sentir sem sentir

por De Sousa, em 17.05.20

Não percebo o porquê de sentir,

Escondo, sempre o medo de sofrer

Até deixar o meu amor ir,

Não quero mas vai acontecer

Resta-me somente, sorrir.

Um disfarce nas brincadeiras

Um ´´tudo bem´´, conseguido

Dir-te-ia de mil e uma maneiras

Pena, não me ter ouvido.

 

Medo de tomar e não tomar iniciativa

Medo de seguir o meu instinto

Transparente, eu não minto

Está na hora da tua ida.

Admiro-te por tudo o que és

Uma mulher que qualquer um sonharia

Tu és o barco e eu o convés

O teu amor em mim não caberia.

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