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Virar a página

por De Sousa, em 28.10.21

No jardim no qual floresço 

As ervas crescem à volta do meu berço

Mas que tolo sou eu preso

Aqui, prostrado totalmente indefeso.

 

Tenho todas as ferramentas à disposição

Para as ervas eu desbravar

Entalado na minha solidão

Deixo crescer e o tempo passar.

 

Do acaso, não se trata

O jardim apodrecer e eu parado

A inércia do conforto retrata

O que se tem neste jardim passado.

 

Consciente e pensativo por aqui fico

Triste, revoltado, deprimido e desapontado

Todavia, a bonita passagem neste jardim

Que no final este jardim esteja bem tratado.

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Gruta

por De Sousa, em 28.10.21

O que outrora foi, hoje ficará

Na gruta mista de memórias 

Repleta de vivências e mixórdias 

Que um dia o tempo levará.

 

A gruta permanece na esperança

De que alguém a encontrará

Para que em última estância 

Dar o que de bem, nesta gruta, estará.

 

Ela sempre procura como fim

Não chegar ao ponto da sua rutura

Não se tornando assim

A culpa da sua própria tortura.

 

 

 

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O porquê?

por De Sousa, em 03.05.21

Por que é que escrevo? Eu escrevo quando o meu estado de espírito me permite fazê-lo. A condição vital para o processo da escrita é a motivação que pode ser impulsionada de várias formas. A mais comum é quando me sinto vivo e para me sentir vivo, preciso de ser produtivo. Outrora, " tempos mortos" era uma expressão que banalmente usava. Hoje, esta mesma expressão está diretamente ligada à minha linha de pensamento. Não ser produtivo são momentos "mortos" porque não me sinto vivo. Podemos hiperbolizar a pandemia e afirmar que passei 6 meses morto. Morto de espírito, morto de ambições, morto de motivação,morto na escrita. E agora volto mais forte que nunca, porque não tenho mais circustâncias para me sentir morto. 



 

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Ligações

por De Sousa, em 08.06.20

Ligações prisioneiras, sem explicação

Sem julgamento, uma queda vertical

Pode ser à família ou à nação

Tudo acaba por ter um ponto final.

 

Fugimos do sofrimento

Erramos, enleamo-nos ao que nos rodeia

Iludida em contos, fábulas, sereias

Infelizmente, amadurecemos com o tempo

 

 Caímos sem levantar voo, morta

Desamparados numa realidade dura, sofrimento

Procuramos sair juntos, ajuda

Mas somente depende da vontade, autoestima.

 

Mundos diferentes interligados.

Forças da natureza, esgotadas

Falta de causas abraçadas…

O fim tem os seus dias contados.   

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Independente

por De Sousa, em 04.06.20

 

Por mais batalhas que enfrento

Mais cicatrizes e dor aguento

Mas para o caminho ser persistente

O objetivo é corpo são e mente

 

Acordo todos os dias a pensar ser independente

O que não vejo e sinto

É que em nada sou diferente,

Se acordar e não ser independente.

 

Quero cada vez mais sentir

Que este sentimento prevaleça

A independência a rir

À espera que ela aconteça.

 

Uma lição retiro

Deste pequeno manuscrito

Que nada somos controladores

Vagueamos apenas nos bastidores.

 

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Ilusões

por De Sousa, em 01.06.20

Num rio abastado

Procuro cego e sozinho

Sincronizamo-nos lado a lado, não

Vamos parar este joguinho!

 

Não vale a pena esta aflição

Um sufoco, uma dor em vão

Caminhos distantes, desencontrados

Não continuemos atormentados.

 

Correto, procuro infimamente

Plantamos a árvore, não a semente

Perdido céu estrelado

Estou verdadeiramente ao teu lado?

 

 Corpos atraentes, perspetivas diferentes

Adaptações contínuas e indecentes

Frustrado, sentimentos incontroláveis

Parecia, só parecia, que estávamos estáveis.

 

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Ritmo

por De Sousa, em 01.06.20

Nesta vida ofegante

Esperançoso no meu destino

Num café cheio de gente

De nenhuma delas me aproximo.

 

Esta loucura incontrolável

Descobrindo o meu caminho

Não sendo nenhum caminho estável

Escondo-me, no café, no meu cantinho.

 

Entra e sai gente, repetidamente

Toda a sua história é diferente.

O que ninguém pensa, infelizmente

Todos querem ser crianças, novamente.

 

É o stress acumulado

Tantas razões, imensuráveis

Será a doença do século avançado

Ou falta de momentos disponíveis?

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Fases

por De Sousa, em 28.05.20

Vivo a vida no limite

O tempo voa sem compaixão

Ele não me permite

Ficar sentado à espera de solução

 

Lutas e desânimos

Problemas por resolver

Busco na vida outro ânimo

Os enigmas hão de resposta ter

 

Continuo a procurar o sentido

Não tenho nada a perder

Já, no entanto, perdi muito

O que é que eu agora vou fazer?

 

Conselhos para a direção certa 

Não cá estás para me dar

Mergulho nesta dor discreta

Esta fase necessita de ultrapassar

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Energias

por De Sousa, em 26.05.20

As energias são trespassáveis

De corpo para corpo

Energias boas, momentos memoráveis

Energia más voam com o sopro.

 

Uma fonte incomensurável invisível

Que vai para além dos meus limites

À quem do compreensível,

A energia que tu transmites.

 

Pura como uma estrela

Natural como a natureza

Pinto-a numa tela

A energia e a tua beleza.

 

Nada vi antes tão poderoso

Ou nunca me senti tão pequeno

Mesmo o caminho sendo tenebroso

Nunca me senti tão sereno.

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Amizade

por De Sousa, em 25.05.20

Como um carro adere à estrada

Os peixes vivem na água,

Suspensa tenho a mágoa,

Sem ti a minha vida, era nada.

 

Uma amizade é como a magia

Como Aveiro pertence à ria

Contínua conexão simbiótica,

Contínua conexão psicótica.

 

A naturalidade das sensações

Fluidez dos pensamentos

Nunca expondo as emoções

Todavia, presentes em todos os momentos

 

A tua ida seria incompreensível

Um crime não punível,

Uma dor sem saída

Mas é injusta, assim, a vida.

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